D. Manuel II, O Rei Traído (Canal História) I

Setembro 9, 2008 por Miguel

O Último Rei de Portugal

Setembro 9, 2008 por Miguel

A gaffe de Jerónimo de Sousa na Festa do Avante!

Setembro 8, 2008 por Miguel
Sempre me impressionou a militância do PCP na organização da Festa do Avante e na movimentação de massas cada vez que se trata de defender os direitos dos trabalhadores em Portugal. Ontem ouvi o discurso de encerramento da Festa do Avante e fiquei desapontado ao ver que Jerónimo de Sousa no caso da Palestina não tem conhecimento dos factos históricos. Se ele alguma vez ler este post (o que duvido), gostaria de o convidar a ler este artigo escrito na Wikipedia under Palestine:


UN partition

UN partition plan, 1947

UN partition plan, 1947

On 29 November 1947, the United Nations General Assembly, with a two-thirds majority international vote, passed the United Nations Partition Plan for Palestine (United Nations General Assembly Resolution 181), a plan to resolve the Arab-Jewish conflict by partitioning the territory into separate Jewish and Arab states, with the GreaterJerusalem area (encompassing Bethlehem) coming under international control. Jewish leaders (including the Jewish Agency), accepted their portion of the plan, while Palestinian Arab leaders rejected it and refused to negotiate. Neighboring Arab and Muslim states also rejected the partition plan. The Arab community reacted violently after theArab Higher Committee declared a strike and burned many buildings and shops. In a speech delivered on 25 March 1948, US President Truman recommended a temporary trusteeship and stated: We could not undertake to impose this solution on the people of Palestine by the use of American troops, both on Charter grounds and as a matter of national policy.[127] As armed skirmishes between Arab and Jewish paramilitary forces in Palestine continued, the British mandate ended on May 151948, the establishment of the State of Israel having been proclaimed the day before (see Declaration of the Establishment of the State of Israel). The neighboring Arab states and armies (LebanonSyriaIraqEgyptTransjordanHoly War ArmyArab Liberation Army, and local Arabs) immediately attacked Israel following its declaration of independence, and the 1948 Arab-Israeli War ensued. Consequently, the partition plan was never implemented.

Current status

Following the 1948 Arab-Israeli War, the 1949 Armistice Agreements between Israel and neighboring Arab states eliminated Palestine as a distinct territory. With the establishment of Israel, the remaining lands were divided amongst Egypt, Syria and Jordan. The Arab governments at this point refused to set up a State of Palestine.
Israel, the West Bank, the Gaza Strip and the Golan Heights

The region as of today: Israel, the West Bank, the Gaza Strip and the Golan Heights

In addition to the UN-partitioned area it was allotted, Israel captured 26% of the Mandate territory west of the Jordan river. Jordan captured and annexed about 21% of the Mandate territory, known today as theWest Bank. Jerusalem was divided, with Jordan taking the eastern parts, including the Old City, and Israel taking the western parts. The Gaza Strip was captured by Egypt.
For a description of the massive population movements, Arab and Jewish, at the time of the 1948 war and over the following decades, see Palestinian exodus and Jewish exodus from Arab lands.
Map of the West Bank and the Gaza Strip, 2007

Map of the West Bank and the Gaza Strip, 2007

From the 1960s onward, the term “Palestine” was regularly used in political contexts. Various declarations, such as the 15 November 1988 proclamation of a State of Palestineby the PLO referred to a country called Palestine, defining its borders based on the U.N. Resolution 242 and 383 and the principle of land for peace. The Green Line was the 1967 border established by many UN resolutions including those mentioned above.
In the course of the Six Day War in June 1967, Israel captured the West Bank from Jordan and Gaza from Egypt.
According to the CIA World Factbook,[128] of the ten million people living between Jordan and the Mediterranean Sea, about five million (49%) identify as PalestinianArabBedouin and/or Druze. One million of those are citizens of Israel. The other four million are residents of the West Bank and Gaza, which are under the jurisdiction of the Palestinian National Authority.
In the West Bank, 360,000 Israeli settlers live in a hundred scattered settlements with connecting corridors. The 2.5 million West Bank Palestinians live in four blocs centered in Hebron, Ramallah, Nablus, and Jericho. In 2005, all the Israeli settlers were evacuated from theGaza Strip in keeping with Ariel Sharon’s plan for unilateral disengagement, and control over the area was transferred to the Palestinian Authority.
A seguir passo a transcrever o Discurso de Encerramento da Festa:
Aqui estamos neste magnífico comício desta fascinante Festa do “Avante!” e, por isso, a nossa saudação fraterna a todos os que aqui marcam presença!

Mas não nos cansamos de sublinhar que a originalidade, a marca distintiva deste acontecimento político-cultural está como e quem a arquitectou, projectou e construiu! 

Sem ser redutor ou injusto face ao esforço de tantos camaradas e amigos de diversas condições e gerações, gostaria de enviar uma saudação combativa e solidária particularmente à juventude e à JCP. A sua participação nas jornadas de trabalho, esta fileira colorida de jovens aqui presentes no comício, a forma como convivem e vivem estes dias, derrotam as teses generalizantes, particularmente daqueles que têm responsabilidades políticas nas dificuldades e nas precariedades da juventude portuguesa, quando consideram que os jovens são egoístas e individualistas e não querem saber nada de política. 

Esta Festa do “Avante!” dá mais força à nossa confiança de que a juventude não fica parada à espera de ser força do futuro, mas ser força do presente para construir um futuro melhor!

Saudações às dezenas de delegações de Partidos Comunistas e de outras forças progressistas que nos trouxeram o seu exemplo e o seu testemunho, a forma como resistem, lutam, constroem o seu devir colectivo e o dos seus povos e dão expressão forte  à componente internacionalista da nossa Festa.

Uma festa internacionalista que afirmou a profunda confiança deste Partido num futuro de progresso, de justiça e de paz para a Humanidade. Confiança, essa, assente na inabalável convicção de que é a luta de classes que determina e determinará o curso da História e de que – citando Salvador Allende, cujo centenário do nascimento assinalámos nesta nossa Festa – “A História é nossa e é feita pelo povo”.

Mas esta confiança no papel central dos trabalhadores e dos povos, para fazer andar o motor da História, não esquece a instabilidade, a insegurança e a incerteza que caracterizam a actual situação internacional. 

Há um ano, aqui, chamámos a atenção para a crise que estalava no sector financeiro e avisámos que ela se iria alargar, afectando violentamente a economia mundial, os trabalhadores e todos aqueles mais expostos ao carácter explorador e predador do capitalismo. Hoje, passado um ano, a crise aí está. Uma profunda crise económica do capitalismo cujo impacto mundial não se revelou ainda em toda a sua extensão e consequências. 

Assinalámos na nossa Festa os 160 anos da publicação do Manifesto Comunista e os 190 anos do nascimento de Karl Marx. Observando o Mundo em que vivemos, e não obstante as grandes transformações por que passou, é de facto notável a actualidade e validade das análises marxistas do capitalismo bem como das teses de Lénine sobre o imperialismo, a evidenciar que é a agudização da luta de classes o traço central da situação neste início do Século XXI e a mostrar-nos que a intensificação da luta pela alternativa do socialismo é cada vez mais uma necessidade e uma real possibilidade.

Mas se é certo que o capitalismo se debate com uma séria crise, é também verdade que a resposta do capitalismo a tal situação se está a expressar por formas cada vez mais violentas de exploração, opressão e guerra imperialistas. Acentua-se a vertente militarista do imperialismo e a crescente vaga de atentados aos mais elementares direitos e liberdades.

Quantas vezes alertámos para as ameaças à paz mundial que residiam em factores como: o fortalecimento da NATO e o seu alargamento a leste; a corrida armamentista liderada pelos EUA e a instalação do famigerado sistema dito “anti-míssil”; a militarização da União Europeia ou o espezinhamento dos mais elementares princípios do direito internacional? 

Quantas vezes dissemos que a paz no Médio Oriente e Ásia Central nunca chegaria sem o fim da ocupação do Iraque e do Afeganistão, o fim das ameaças a estados soberanos e o respeito pelos inalienáveis direitos nacionais do povo palestiniano? Tínhamos e temos razão. 

A guerra chegou ao Cáucaso, as ameaças sucedem-se e lá estão os EUA e a União Europeia correndo para cumprir os objectivos deste conflito: inundar de tropas da NATO a região, ocupá-la do ponto de vista geoestratégico e controlar os seus recursos naturais e corredores energéticos. Os tambores de guerra continuam a soar no Médio Oriente e sucedem-se conflitos e instabilidade em quase todos os continentes do globo.

Tudo indica que piores tempos poderão estar para vir: a forte militarização do leste europeu e do Mar Negro; a reactivação da IV Esquadra norte-americana na América Latina, a continuação dos principais conflitos no Médio Oriente e Ásia Central ou o novo comando militar para África dos EUA, são apenas alguns exemplos de grande preocupação.

E os discursos que nos chegam em tempos de campanha eleitoral nos EUA não nos sossegam, bem pelo contrário. É portanto necessário não baixar a guarda e prosseguir a luta, pois só ela poderá levar a alterações de fundo. 

E nessa luta o papel dos Partidos Comunistas, das forças progressistas, dos países e povos que não se rendem à ordem mundial do imperialismo é de vital importância. São eles que estimulam e protagonizam, em condições muito diferentes e por vezes muito difíceis, a luta de resistência dos trabalhadores e dos povos às ameaças, agressões e ocupações imperialistas, como no Médio Oriente e Ásia Central. A todos eles expressamos a nossa solidariedade. 

Uma especial saudação ao povo e aos camaradas da Palestina que assinalaram nesta nossa Festa os 60 anos passados sobre a primeira guerra de ocupação israelita da Palestina. 

Saudação aos que prosseguem em África a luta pelo desenvolvimento dos seus países, contra os intentos neocolonialistas e aos que aqui na Europa cerram fileiras com o nosso Partido na luta por uma outra Europa dos Trabalhadores e dos povos, uma Europa que passa pela derrota do actual projecto de integração europeia neoliberal, militarista e federalista que cada vez mais transforma esta Europa numa potência imperialista com ambições de intervenção global. Saudação aos que intervêm de forma abnegada e decisiva em processos que desbravam os caminhos da justiça social, da afirmação da soberania nacional, da solidariedade internacionalista e do socialismo como na América Latina – com a Venezuela, a Bolívia e com Cuba Socialista que comemora 50 anos de caminho revolucionário de um povo que não se vergou perante as mais adversas condições e poderosas ofensivas. 

E a todos os presentes neste grandioso comício da Festa do “Avante!” queremos transmitir-vos esta nossa convicção de que apesar dos perigos existentes no desenvolvimento da situação internacional existem fortes potencialidades de luta e de desenvolvimento progressista e mesmo revolucionário. E dizer, a todos, que podem contar com este Partido Comunista Português que com todas as suas forças prossegue aqui em Portugal a luta pela transformação revolucionária da sociedade e pela construção do socialismo no nosso País, cientes de que este é o melhor contributo que poderemos dar para a luta mais geral de emancipação dos trabalhadores e dos povos no plano internacional.

A crise económica e financeira internacional que se instalou, com graves consequências para a vida dos povos, revelou o fracasso das orientações e concepções do capitalismo dominante e a sua incapacidade para responder aos problemas da humanidade. Têm sido essas concepções e orientações que em Portugal também os principais partidos com responsabilidades governativas, PSD e PS, assumiram como núcleo central de um programa político que, no essencial, convergiu e se tem vindo a concretizar em Portugal. 

Programa político que com o governo de José Sócrates assumiu uma nova e mais ampla dimensão com a concretização das suas propostas de reconfiguração do Estado, cada vez mais moldado aos interesses dos grandes interesses económicos, com a diabolização de tudo o que é público e é de todos e que se traduziram numa ofensiva generalizada contra os direitos sociais e condições de vida dos trabalhadores e das populações. 

Estes anos de governo do PS de José Sócrates revelam bem a identidade de valores, propósitos e objectivos com a parte mais substancial do programa neoliberal. A governação do PS é bem o exemplo dessa esquerda, dita moderna, que passou não só a falar a linguagem da direita, mas a governar como a direita. 

Que passou a eleger, em uníssono com os partidos da direita e o grande capital, o excesso de protecção social e da estrutura do Estado como a origem de todos os males e a desacreditar e desclassificar todo o mundo de referências a um passado de conquistas sociais, estigmatizando a luta em sua defesa como arcaica e retrógrada e os próprios direitos sociais adquiridos, como privilégios corporativos, injustos e inaceitáveis.

Que assumiu como sua, a vulgata neoliberal das privatizações sem olhar a meios e consequências para o país e para o povo, da primazia às actividades puramente financeiras e especulativas, da promoção da globalização capitalista contra o Estado-nação e a sua intervenção, da liberalização total dos mercados, incluindo do mercado de trabalho para impor o reino absoluto da flexibilidade, um mundo feito de precariedade e arbítrio. 

Que se refinou na aplicação do dogma monetarista e que fez da consolidação das contas públicas um valor absoluto, em detrimento da promoção do crescimento e do emprego. 

O fracasso da política de direita na resolução dos problemas dos portugueses está bem patente na grave situação económica e social que o país enfrenta. Grave situação de crise que se prolonga há tempo de mais e que o governo do PS não só foi incapaz de resolver, como a agravou em muitos domínios, particularmente no plano social.

Perante o fracasso da sua acção governativa, da perspectiva de manutenção da crónica situação de estagnação económica e do agravamento das condições de vida dos portugueses, o Primeiro-Ministro José Sócrates vem justificar o revés da sua governação com a crise internacional. A situação nacional é, naturalmente, influenciada pelo quadro mundial e europeu, mas as principais causas da crise têm razões internas que radicam na existência e insistência numa política que colocou os interesses dos grandes grupos económicos e da especulação financeira acima dos interesses do país, dos trabalhadores e das populações. 

A circunstância de Portugal ter hoje uma das maiores taxas de desemprego das últimas décadas e das maiores taxas de trabalho precário da Europa não resulta da recente crise internacional, mas de deliberadas opções da política nacional. 
A contínua perda do poder compra dos rendimentos do trabalho não é consequência apenas da recente evolução da crise internacional, mas da política do actual governo do PS propositadamente marcada pela preocupação da desvalorização e esmagamento dos salários e reformas. 

A causa de o país estar a enfrentar o mais longo período recessivo e de estagnação de que há memória, não se explica pela recente crise internacional, mas pela incapacidade de uma política nacional que abdicou da defesa da nossa economia e continuou a hipotecar o desenvolvimento do país. Não é a recente evolução da conjuntura internacional que pode explicar o contínuo atraso do país e a sua sistemática divergência, desde 2001, com os níveis de desenvolvimento da média dos países da Europa, mas a insistência nas mesmas soluções de política nacional que, indistintamente, PSD e PS têm vindo a concretizar.

Sem soluções para os problemas e perante o continuo agravamento da situação do país, José Sócrates passa também a justificar o injustificável recorrendo à demagogia e à manipulação para salvar a face do governo e prosseguir a manutenção da sua desastrosa política. 

Em relação ao emprego, José Sócrates vem dizer que criou 133 mil postos de trabalho, mas a verdade é que entre o segundo trimestre de 2005 e o segundo trimestre de 2008, as estatísticas oficiais dizem que o emprego criado não ultrapassou os 96 mil postos de trabalho. Estatísticas que, erradamente, contam também como empregados 60 mil desempregados que rodam permanentemente nos cursos de formação e estágios do Instituto do Emprego. Pois é. Nem metade dos empregos que se anunciam foram criados.

É grande o embuste construído à volta da criação do emprego em Portugal!

Os maus resultados da economia portuguesa passaram também a ser agora apresentados, não como um desaire do seu governo, mas como um sucesso. Diante um país em retrocesso económico e em progressivo declínio de crescimento, o governo do PS passou ao auto-elogio, apresentando-se como construtor de um país mais robusto e resistente, porque o país não entrou ainda em recessão. Metas, objectivos, previsões foram mandados às urtigas!

Os objectivos solenemente anunciados pelo governo que haveriam de garantir até ao fim do seu mandato um forte crescimento económico e mais desenvolvimento, menos desemprego e melhores condições de vida para os portugueses, que efectivamente nunca assumiu, são agora substituídos pelo objectivo mínimo de impedir que o país se afunde e isso é um êxito!

Mas, ao contrário do que o governo diz e quer fazer crer, são as fragilidades e as debilidades do país que vêm ao de cima com a crise e não o tal país robusto da sua propaganda. Fragilidades que estes mais de três anos e meio de governo ampliaram. 

Não é só o facto de o país não sair do círculo vicioso da apatia e da estagnação do pára, arranca e torna a parar. São os novos desequilíbrios das contas externas e da dívida que hipotecam perigosamente o futuro do país e o condenam à dependência crónica. 

Cada vez importamos mais e mais caro bens essenciais à vida dos portugueses e cada vez produzimos menos em resultado das desastrosas políticas de abandono da nossa agricultura, das pescas e da indústria nacionais. São as feridas sociais acumuladas do desemprego, dos baixos salários e das reformas de miséria e da precariedade que agora estão mais expostas com o aumento dos preços e dos bens essenciais, das taxas de juro e do crescimento do endividamento das famílias e do crédito mal parado, problemas em relação aos quais o governo respondeu com insensibilidade e fatalismo. 

São as feridas expostas com o ataque ao Serviço Nacional de Saúde que deixaram ainda mais desprotegidas as populações no acesso ao direito à saúde, com o encerramento de serviços e o aumento dos seus custos. 

Foi a contra-reforma da segurança social que fragilizou o sistema de protecção social para garantir a diminuição do défice à custa dos reformados, dos desempregados e das famílias mais carenciadas. A gravosa fórmula de cálculo para as novas pensões e a da actualização das actuais que fizeram baixar as pensões e os milhares de portugueses que não recebem subsídio de desemprego, mais de 263 mil, que são as novas vítimas da política de redução acelerada do défice. Défice que se reduz exclusivamente à custa do sacrifício dos que menos têm e do aumento da injustiça fiscal.
 
Em Portugal, quanto mais elevados são os rendimentos e os lucros menos impostos pagam. A banca, nestes últimos três anos, não pagou como se impunha dever ter pago 1 563 milhões de euros de IRC. José Sócrates prometeu acabar este escândalo, mas em 2007 a banca continuou a não pagar mais que 13,6% de taxa de IRC, metade do que deveria. A EDP, por exemplo, acaba de divulgar as contas do primeiro semestre de 2008. Os seus lucros são 44% superiores aos do ano passado, mas os impostos a pagar apenas crescem 4%. 

É esta a ética no combate ao défice e a política de equidade fiscal da dita esquerda moderna, que se complementa com muitos milhões de benefícios fiscais dos offshore e com a prática isenção de impostos das actividades e operações bolsistas. 

É esta política que faz florescer o património das grandes fortunas, dos fabulosos lucros do grande capital económico e financeiro e que permite a uma centena de ricos ter na sua mão a colossal fortuna de 32 mil milhões de euros. Fortunas que representam um quinto da riqueza nacional! 

Fortunas tanto mais chocantes quando somos um dos países mais desiguais da União Europeia à revelia da Constituição que crescentemente é posta em causa com subordinação do poder político ao poder económico e com a descarada promiscuidade de dirigentes, governantes e outros responsáveis do PS, PSD e CDS-PP, que saltitam de funções públicas para a gestão privada e vice-versa, fazendo em ambos os lados a mesma coisa: prejudicar o interesse colectivo e proteger os negócios e os lucros dos grandes grupos económicos.

Esta promiscuidade corrói o regime democrático e é a marca dos Governos e dos partidos que ao longo das últimas décadas foram entregando o país, as suas riquezas, o seu património e a sua economia a um punhado de poderosos interesses privados que sempre os vão recompensando pelos bons serviços prestados.

Não há área da nossa vida colectiva que não tenha sido, nestes anos de governo do PS, confrontada com as suas ostensivas políticas anti-sociais. Não é só na saúde e segurança social. 

Na educação foi a prolongada ofensiva contra a Escola Pública, contra a profissão docente e os direitos dos professores e estudantes e contra os princípios da autonomia e da gestão democrática. 

Na justiça, aquilo que vemos é que nunca um governo foi tão longe na tentativa de condicionar e de controlar o poder judicial pondo em causa a sua independência e a separação de poderes que a Constituição consagra. É de todo inaceitável que cada reforma que o governo faz, como a do mapa judiciário que o PR promulgou, resulte em justiça mais inacessível, em pior justiça para as pessoas. Traço preocupante na evolução do país, que se tem vindo a aprofundar à medida que avança a ofensiva contra os direitos sociais é o empobrecimento do regime democrático com o afrontamento aos direitos e liberdades democráticas. 

A democracia sofre ataques inquietantes, com o Governo do PS a enveredar por um caminho perigoso em que se revelam cada vez mais os traços de intolerância e autoritarismo, da repressão do protesto, de policialização da sociedade, de limitações à liberdade de imprensa, de expressão e propaganda, de ataques cada vez mais frequentes aos trabalhadores e aos seus direitos sindicais e laborais e às suas organizações, bem como à autonomia das organizações populares e dos próprios partidos políticos. 

Nestes últimos dias os problemas da segurança regressaram à ordem do dia, com o sobressalto e a justa preocupação dos portugueses. Descontado o impacto da excessiva mediatização a que este fenómeno da criminalidade tem sido sujeito, a verdade é que se gerou na sociedade um sentimento de que os criminosos ficam impunes e que o Estado está mais vulnerável ao crime.

Nós, PCP, dizemos claramente: o governo que temos e os que o precederam são os únicos responsáveis pela situação a que se chegou. E não apenas pela degradação da situação económica e social que a fomenta, mas pela falta de políticas adequadas na área da segurança – é a gritante e conhecida falta de condições em que vivem e trabalham os profissionais das polícias, é a falta de meios materiais e formação adequada, é sobretudo a falta de polícias nas ruas das nossas vilas e cidades. Todos sentimos isso, há mais crime, mas há menos polícia com menos direitos e menos condições para exercer as suas funções. 

A resposta do governo, de tão fraca chega a ser chocante, como temos visto nas últimas semanas do Ministro da Administração Interna e do Primeiro-Ministro Sócrates, perfeitamente ultrapassados pelos acontecimentos. E essa ausência de resposta não consegue ser escondida pelas mediáticas operações nos chamados bairros pobres das áreas metropolitanas, com rusgas e cercos de efeitos espectaculares mas sem resultados que se vejam.

Não é assim que se vão resolver os problemas. Nem com o caminho de um Estado policial, de uma sociedade cada vez mais vigiada, onde se cruzam e entrelaçam cada vez mais as soluções do cidadão e do carro “chipado”, a vídeo vigilância, os cartões de informação e de identificação concentrados, com uma polícia mais repressiva sobre quem luta e quem resiste, com um Secretário-Geral da Segurança Interna, verdadeiro super-polícia a mando do governo, com poderes que nunca ninguém teve em democracia. 

Não permitiremos que se concretize esse caminho. Não trocaremos a liberdade pela segurança, porque ficaríamos sem ambas.

Faz falta ao país uma estratégia coerente de prevenção e repressão do crime. Mas torna-se urgente a definição e aplicação de medidas concretas que no curto prazo possam suster o avanço da criminalidade. O PCP vai apresentar novas iniciativas políticas e legislativas na área da legislação criminal mas igualmente para o reforço dos meios das forças de segurança. Assumimos, assim, com coerência, as nossas responsabilidades. 

Este último ano foi mais um ano de vigorosas e amplas lutas dos trabalhadores e das populações. Muitas pequenas e grandes lutas que, por todo o país, expressaram vivamente o repúdio e condenação da política do actual governo e uma sólida vontade de mudança e que confluíram nas grandiosas jornadas de protesto e nas grandes manifestações promovidas pela CGTP-IN. Grandes lutas, como a do Protesto Geral de Outubro até há mais recente Jornada Nacional de luta de Junho passado, que envolveram centenas de milhar de pessoas. 

Lutas dos mais variados sectores e muitas empresas: da Administração Pública e a empolgante manifestação dos professores; as numerosas manifestações e vigílias em defesa do serviço público de saúde; as importantes lutas dos agricultores, dos pescadores, dos reformados, dos militares, dos pequenos empresários de transportes, dos muitos movimentos de utentes, dos estudantes do ensino superior e do secundário até à magnífica Marcha da Liberdade e Democracia do PCP que envolveu mais de 50 mil comunistas e outros democratas que confirmou mais uma vez a vitalidade de um Partido que continua na primeira linha de combate pela liberdade, democracia e o desenvolvimento do país. 

Lutas que evidenciam a existência de um largo movimento de protesto que trouxe à rua homens, mulheres e jovens de todos os quadrantes políticos, incluindo muitos e muitos votantes e militantes socialistas, desiludidos com a política do governo do PS e que aspiram a uma verdadeira mudança no rumo do país. Governo que é hoje pela combativa luta dos trabalhadores e das populações, um governo mais isolado no plano social e no plano político. 

Lutas, muitas delas com êxito e que aqui e ali forçaram o governo a recuar e a diminuir o ritmo da sua ofensiva e os níveis de arrogância, como foi evidente no ataque contra os serviços de saúde e, em certa medida, na educação. Nalguns sectores seguem agora a cautelosa política dos pequenos passos, por meras razões de proximidade eleitoral na expectativa de renovar o seu mandato e retomar a ofensiva. 

Não fosse a luta, não fosse a resposta dos trabalhadores e das populações e a ofensiva teria já, e neste momento, ido muito mais longe nos seus objectivos destruidores. 

Que os objectivos destruidores se mantêm isso é evidente no inqualificável assalto ao património dos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, agora consumado. Que o governo do PS não desistiu de levar até ao fim os seus objectivos de liquidação dos direitos dos trabalhadores vê-se nessa abominável proposta de alteração, para pior, do Código de Trabalho, que quer fazer aprovar com uma urgência inaudita e que é uma das mais importantes batalhas que no imediato temos pela frente. 
 
O que o governo pretende impor com as alterações ao Código de Trabalho é a liquidação de direitos fundamentais dos trabalhadores portugueses para aumentar a exploração, deixando mãos livres para o patronato despedir com ou sem justa causa, acentuar a precariedade, a diminuição dos salários, o aumento de horários, a fragilização da contratação colectiva. O que na verdade o PS quer com a sua proposta de alteração do Código de Trabalho é obter a submissão do mundo do trabalho a uma exploração sem limites, pela ameaça permanente do desemprego e da precariedade. 

A gravidade do conteúdo das propostas do governo exige uma forte e combativa resposta de luta dos trabalhadores portugueses. Este é o momento de dar um novo impulso ao prosseguimento da luta. 

A Campanha Nacional do PCP que acabámos de lançar aqui na Festa do “Avante!” e que irá decorrer até ao final de Outubro vai também ao encontro dessa necessidade. Os comunistas portugueses, estamos certos, estarão na primeira linha da mobilização e da dinamização da luta para travar o passo a esta medida de brutal regressão social. 

A hora é de continuar a agir e ampliar a luta, de dar força ao Dia Nacional de Luta do próximo dia 1 de Outubro, decidido pela CGTP-IN! 

Conferindo todo o mérito à CGTP, ao movimento sindical, às comissões de trabalhadores e às muitas comissões de luta, há que sublinhar a decisiva intervenção e iniciativa do PCP que, denunciando, combatendo e resistindo à ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e os direitos sociais e políticos do povo português, simultaneamente avançou com propostas justas em sede legislativa e não esperou por campanhas eleitorais para contactar, animar e avançar na luta em defesa do emprego e dos sectores produtivos nacionais, contra a subversão das leis laborais, contra a precariedade, pela valorização dos salários e das pensões e a defesa do património de direitos sociais do nosso povo, nomeadamente os direitos à saúde, ao ensino, à segurança social e à habitação. 

Perante o agravamento da situação do país e da vida dos trabalhadores e do povo foi o PCP que se assumiu como a grande força de oposição, reafirmando a sua inquebrantável vontade de ser o que é: – um Partido de luta, de proposta e de projecto. 

Proposta de política alternativa para a resolução dos grandes problemas nacionais e para a melhoria das condições de vida do povo, como o bem demonstrámos na recente Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais e que constituiu um momento central na afirmação de outro caminho para Portugal e os portugueses. 

Proposta para a solução dos problemas concretos e mais prementes. Foi nesse sentido que o PCP avançou em Junho um conjunto de sete medidas urgentes.

A situação hoje pouco se alterou. A previsível continuação do agravamento da situação económica e a subida da taxa de inflação, que poderá atingir 3% no fim do ano, vai degradar ainda mais os problemas que o país e portugueses enfrentam. 

O governo continua a não apresentar qualquer perspectiva para conter e inverter esta situação de crise. A situação exige a consideração e a necessidade de medidas imediatas, urgentes, algumas não esperando sequer pelo Orçamento de Estado para 2009. Medidas para atenuar as consequências sociais da crise. Medidas para dinamizar a economia. 

O país precisa assim de responder com urgência a três problemas centrais: défice de produção, desemprego e a injusta distribuição do rendimento nacional. O que exige, no actual contexto, a rápida dinamização do investimento público, o apoio às pequenas empresas e a dinamização do mercado interno pelo aumento dos rendimentos da população.
 
No âmbito de um conjunto de propostas que iremos apresentar dando resposta aos problemas mais prementes da economia e da vida dos portugueses, nomeadamente a quando do debate do Orçamento de Estado para 2009, consideramos prioritárias e assim interviremos, a apresentação das seguintes medidas:

1ª – A revalorização dos salários e pensões, com o aumento significativo acima da inflação de modo a compensar a perda do poder de compra, associar ao subsídio de Natal um complemento para todos os trabalhadores e reformados, no valor da perda real dos salários e pensões em 2008, incluindo os trabalhadores e pensionistas da Administração Pública, obrigando o Governo a cumprir o compromisso assumido perante eles;

2ª – A orientação accionista do Estado para a Caixa Geral dos Depósitos no sentido uma margem (spread) máxima de 0,5% no crédito à habitação própria permanente, com o consequente arrastamento no restante mercado, reduzindo assim a mensalidade do empréstimo;

3ª – O congelamento dos preços da electricidade, água e gás, e uma redução real não inferior a 5 € do preço do gás de botija, tendo em conta que as empresas fornecedoras continuaram a apresentar no 1º Semestre de 2008 uma elevada evolução da taxa de lucros, e tendo, por exemplo, a EDP mais 66,1% e a GALP mais 30,7%!

Desta tribuna queremos reafirmar, dando garantia de tudo fazer para que não sejam os trabalhadores, as camadas populares do nosso povo, nomeadamente as novas gerações a pagar a factura de uma política errada e injusta e que haveremos de prosseguir na luta pelas propostas que vão ao encontro dos interesses dos trabalhadores e do povo. 

Os partidos que têm governado o país nas últimas décadas já demonstraram não ter soluções para a resolução dos problemas nacionais, promover o desenvolvimento do país e garantir uma vida melhor para os portugueses. 

A agudização dos problemas e da situação do país tornou cada vez mais imperiosa a necessidade de construir um novo caminho alternativo e uma solução nova que encerre uma proposta de vincada ruptura com as orientações que têm conduzido o país à crise e ao atraso. É tempo e mais que tempo de mudar!

O país precisa de uma política alternativa de esquerda que ponha fim a trinta anos do velho e gasto rotativismo de alternância sem alternativa, entre PS e PSD. 

O país precisa de uma verdadeira alternativa política de esquerda que retome o projecto de democracia e desenvolvimento económico e social que a Revolução de Abril inscreveu na Constituição da República Portuguesa.

Alternativa que exige e pressupõe um PCP mais forte, capaz de fazer recuar e inviabilizar as tendências bipolarizadoras e a reedição das políticas e práticas políticas de direita. Que tem na sua concretização uma condição essencial: – a ampliação da influência social, política e eleitoral do PCP. 

Alternativa que é possível construir na convergência com todos os que estão dispostos a assumir uma ruptura com a política de direita e estão abertos à construção de um caminho novo, ditado pelo interesse do povo e do país. 

É tempo e mais que tempo de dizer não ao ilusório jogo que faz da mudança de líder ou da mudança dos “actores” pretexto para limpar a folha das malfeitorias e iludir a responsabilidade colectiva dos partidos que têm estado no poder, para retomar as mesmas políticas com a promessa e ilusão de uma efectiva mudança.

É esse ilusório jogo de dissimulação da natureza das políticas que se esconde com a personalização da vida política, que traz agora Ferreira Leite e há cerca de quatro anos trouxe José Sócrates. Jogo que se alimenta da “chicana” política à volta das questões secundárias mas também de silêncios e cumplicidades, como agora vai acontecendo. Silêncios impostos pela presidencial “concertação estratégica”, em nome do bloco central de interesses. 

Os próximos tempos vão ser tempos de grande intervenção e exigência. Tempos de combate no terreno social. Tempos de combate no plano político e eleitoral. 

No imediato as eleições nos Açores. Daqui saudamos o empenhamento de todos os que neste momento trabalham para que a CDU retome a sua presença na Assembleia Regional. Nós temos confiança que esse objectivo se concretizará.
 
As batalhas eleitorais de 2009 assumem, neste quadro de exigência de uma viragem na política nacional com o reforço do PCP, uma incontornável importância. A realização de três eleições no espaço de poucos meses – europeias, legislativas e autárquicas – colocam particulares exigências e responsabilidades. 

Mais votos, influência e representação política significarão uma intervenção mais decidida na defesa dos interesses do país, dos trabalhadores e das populações no Parlamento Europeu, na Assembleia da Republica, nas freguesias e nos municípios do país. Mas significará sobretudo o reforço das condições para um papel mais decisivo do PCP na vida política nacional, uma oportunidade para, pelo reforço do PCP e da CDU, abrir espaço a uma política diferente que dê expressão às aspirações dos trabalhadores e do povo a uma vida melhor, que traduza o amplo movimento de luta de centenas de milhar de trabalhadores e do povo que é preciso continuar a desenvolver. 

Esta magnifica Festa, a nossa luta e intervenção, os nossos valores, o nosso projecto comprovam o Partido Comunista Português como uma força sem igual, grande força política de resistência e combate a esta política, esteio da ruptura e mudança que Portugal precisa. 
Assumimos convictamente o reforço do Partido, alargámos a sua influência e prestigio, fortalecemos a sua intervenção e organização, com a significativa adesão de novos militantes, o reforço da organização nas empresas e locais de trabalho, a responsabilização de novos quadros.

Um reforço do Partido só possível com a participação de muitos milhares de militantes, o colectivo partidário, homens e mulheres de todas as idades, que daqui saudamos pela sua notável intervenção. Mas foi possível também porque contámos com a Juventude Comunista Portuguesa, a JCP juventude do PC e a acção generosa e combativa de milhares de jovens a quem enviamos uma forte saudação.

O PCP cumpre o seu papel e, por isso mesmo, intensificam-se os ataques contra ele, procurando condicioná-lo e afastá-lo do seu caminho. Discriminações, silenciamentos, difamações e calúnias, limitação da liberdade de informação e propaganda, forte restrição da acção nas empresas e locais de trabalho – tudo serve para tentar condicionar a actividade do PCP. Particular significado tem a operação anti-democrática a partir das leis sobre os partidos e o seu financiamento, da responsabilidade do PSD, PS e CDS-PP, que ano após ano se aprofunda de forma inaceitável, procurando atingir o Partido e a Festa do “Avante!”. 

Queremos, com clareza, dizer que não nos intimidam e que ninguém decidirá por nós. Decidimos e decidiremos soberanamente sobre a nossa vida, a nossa organização, o nosso funcionamento, a nossa orientação e o nosso projecto, sempre ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.

Este Partido, com mais de oito décadas de História gloriosa, decisivo nas mais importantes batalhas políticas e sociais, protagonista com os trabalhadores e as massas populares de epopeias de resistência e de grandes conquistas e avanços, sobressai na actualidade como o Partido de que Portugal precisa para romper com a injustiça social e o declínio nacional, como a força política capaz de dinamizar o movimento de ruptura com a política de direita e por um Portugal mais desenvolvido e mais justo, assente na participação e decisão soberana do povo português, o Portugal do futuro que é sonho, é projecto e acima de tudo é acção e luta. 

Nas exigentes tarefas dos próximos tempos destaca-se esse acontecimento maior que constitui o XVIII Congresso do PCP. Um congresso do Partido Comunista Português, com a sua diferença, incomparável realização democrática, exemplo de participação militante, grande obra colectiva de análise, orientação e decisão.

Nos próximos meses os membros do Partido vão ser chamados a participar na análise e decisão de orientações sobre a situação do País e do mundo, o desenvolvimento das lutas e dos movimentos de massas, as linhas de acção para promover a ruptura com a política de direita e para uma alternativa de esquerda, o alargamento do combate ao capitalismo e ao imperialismo, para a afirmação do ideal comunista, um rumo de paz e progresso social. Objectivos inseparáveis da discussão e adopção das orientações e medidas para o reforço do PCP, nos planos ideológico, político, organizativo e interventivo e para a ampliação da sua capacidade de mobilização, atracção e da sua influência. 

Sabemos o que somos e queremos ser: somos e queremos ser o Partido Comunista Português, com a sua história, a sua luta, a sua identidade, o seu projecto de futuro. 

Afirmamos a sua natureza de classe como partido da classe operária e de todos os trabalhadores, aquele que melhor defende os interesses e aspirações de todas as classes e camadas sociais anti-monopolistas. Sublinhamos o seu objectivo supremo da construção de uma sociedade nova, livre da exploração e da opressão, o socialismo e o comunismo. Destacamos a sua base teórica, o marxismo-leninismo, concepção materialista e dialéctica, ideologia revolucionária e transformadora. Salientamos os seus princípios orgânicos, de desenvolvimento criativo do centralismo democrático. 

Somos um partido com uma identidade inconfundível, razão da sua existência, da sua força e do seu papel insubstituível. Sempre com os trabalhadores e o povo, sempre com a soberania e a independência nacionais, sempre com os princípios internacionalistas somos e seremos o Partido Comunista Português.

Por Abril, pelo socialismo

September Liahona

Setembro 8, 2008 por Miguel

The September Liahona just came out. As usual it has very interesting articles that strenghten our lives in such a hard World. Although we live in a beautiful World, life is not easy for many of us but is sure worthwhile. Because of trials and problems we can grow and become more like our Heavenly Father and His Son Jesus Christ. Of course many of us get discouraged with life’s chalenges but if we open our hearts we will always see the Lord’s hand and we will feel His love and comfort for each one of us.

For those passing through troubled times I say that God loves all of us his children, and He wants each of us to succeed in this life. Life is not measured by how much money you earn in life, your job or your riches. Life is measured by your attitude and how you get along with others. "Your attitude determines your altitude" someone has said. And so it is.

Let us press forward with a perfect faith in Jesus Christ and in God and they will help us even in life’s hardest times.

Mitt Romney on Republican Party Convention

Setembro 5, 2008 por Miguel

Leitura de Verão

Setembro 3, 2008 por Miguel
Finalmente ao fim de alguns anos lá consegui recomeçar a ler e este Verão acabei por ler dois livros que gostei bastante:

ambos escritos por Victoria Hislop. Apesar de ambos me terem prendido do princípio ao fim tive pena que tanto o primeiro como o último capítulos de ambos serem quase uma cópia um do outro. Neste aspecto a escritora demonstrou uma lamentável falta de imaginação e de criatividade.
Esta é com toda a certeza uma escritora que vou continuar a seguir com atenção.

Via Lomellini – Lomellini Street – Lomellini Straat

Setembro 2, 2008 por Miguel

Via Lomellini
Genoa, Italy
World Heritage – UNESCO

For people who say that I am joking, here is the proof. ENJOY!

May we so live

Setembro 2, 2008 por Miguel

Suddenly and without warning, on a bright day in September almost seven years ago, two airliners crashed into the twin towers of New York City’s World Trade Center, leaving devastating destruction and death. In Washington, D.C., and in Pennsylvania, two other airliners came down, also as a result of a terrorist plot. These tragedies snuffed out the lives of thousands of men, women, and children. Evaporated were well-laid plans for pleasant futures. Instead, there were tears of sorrow and cries of pain from wounded souls.

Countless were the reports we heard of those who were touched in some way—either directly or indirectly—by the events of that day. Rebecca Sindar was on a flight from Salt Lake City, Utah, to Dallas, Texas, on the morning of Tuesday, September 11, 2001. Her flight, like all others in the United States at that time of tragedies, was interrupted; the plane was grounded in Amarillo, Texas. Sister Sindar reported: “We all left the plane and found televisions in the airport, where we crowded around to see the broadcast of what had happened. People were lined up to call loved ones to assure them we were safely on the ground. I shall always remember the 12 or so missionaries who were on their way to the mission field on our flight. They made phone calls, and then we saw them huddled in a circle in a corner of the airport, kneeling in prayer together. How I wish I could have captured that moment to share with the mothers and fathers of those sweet young men as they saw the need for prayer right away.”

Death’s Darkness Dispelled

Death eventually comes to all humankind. It comes to the aged as they walk on faltering feet. Its summons is heard by those who have scarcely reached midway in life’s journey, and often it hushes the laughter of little children. Death is one fact that no one can escape or deny.

Frequently death comes as an intruder. It is an enemy that suddenly appears in the midst of life’s feast, putting out its lights and gaiety. Death lays its heavy hand upon those dear to us and at times leaves us baffled and wondering. In certain situations, as in great suffering and illness, death comes as an angel of mercy. But for the most part, we think of it as the enemy of human happiness.

The darkness of death, however, can ever be dispelled by the light of revealed truth.

“I am the resurrection, and the life,” spoke the Master. “He that believeth in me, though he were dead, yet shall he live:

“And whosoever liveth and believeth in me shall never die.”1

This reassurance—yes, even holy confirmation—of life beyond the grave could well provide the peace promised by the Savior when He assured His disciples: “Peace I leave with you, my peace I give unto you: not as the world giveth, give I unto you. Let not your heart be troubled, neither let it be afraid.”2

Out of the darkness and the horror of Calvary came the voice of the Lamb, saying, “Father, into thy hands I commend my spirit.”3 And the dark was no longer dark, for He was with His Father. He had come from God, and to Him He had returned. So also those who walk with God in this earthly pilgrimage know from blessed experience that He will not abandon His children who trust in Him. In the night of death, His presence will be “better than [a] light and safer than a known way.”4

Saul, on the road to Damascus, had a vision of the risen, exalted Christ. Later, as Paul, defender of truth and fearless missionary in the service of the Master, he bore witness of the risen Lord as he declared to the Saints at Corinth:

“Christ died for our sins according to the scriptures;

“… he was buried, and … he rose again the third day according to the scriptures:

“… he was seen of Cephas, then of the twelve:

“After that, he was seen of above five hundred brethren at once. …

“After that, he was seen of James; then of all the apostles.

“And last of all he was seen of me.”5

In our dispensation this same testimony was spoken boldly by the Prophet Joseph Smith, as he and Sidney Rigdon testified:

“And now, after the many testimonies which have been given of him, this is the testimony, last of all, which we give of him: That he lives!

“For we saw him, even on the right hand of God; and we heard the voice bearing record that he is the Only Begotten of the Father—

“That by him, and through him, and of him, the worlds are and were created, and the inhabitants thereof are begotten sons and daughters unto God.”6

This is the knowledge that sustains. This is the truth that comforts. This is the assurance that guides those bowed down with grief out of the shadows and into the light. It is available to all.

Doing Something Today

How fragile life, how certain death. We do not know when we will be required to leave this mortal existence. And so I ask, “What are we doing with today?” If we live only for tomorrow, we’ll eventually have a lot of empty yesterdays. Have we been guilty of declaring, “I’ve been thinking about making some course corrections in my life. I plan to take the first step—tomorrow”? With such thinking, tomorrow is forever. Such tomorrows rarely come unless we do something about them today. As the familiar hymn teaches:

There are chances for work all around just now,
Opportunities right in our way.
Do not let them pass by, saying, “Sometime I’ll try,”
But go and do something today.7

Let us ask ourselves the questions: “Have I done any good in the world today? Have I helped anyone in need?” What a formula for happiness! What a prescription for contentment, for inner peace—to have inspired gratitude in another human being.

Our opportunities to give of ourselves are indeed limitless, but they are also perishable. There are hearts to gladden. There are kind words to say. There are gifts to be given. There are deeds to be done. There are souls to be saved.

As we remember that “when ye are in the service of your fellow beings ye are only in the service of your God,”8 we will not find ourselves in the unenviable position of Jacob Marley’s ghost, who spoke to Ebenezer Scrooge in Charles Dickens’s immortal Christmas Carol. Marley spoke sadly of opportunities lost. Said he: “Not to know that any Christian spirit working kindly in its little sphere, whatever it may be, will find its mortal life too short for its vast means of usefulness. Not to know that no space of regret can make amends for one life’s opportunity misused! Yet such was I! Oh! such was I!”

Marley added: “Why did I walk through crowds of fellow-beings with my eyes turned down, and never raise them to that blessed Star which led the Wise Men to a poor abode? Were there no poor homes to which its light would have conducted me!

Fortunately, as we know, Ebenezer Scrooge changed his life for the better. I love his line, “I am not the man I was.”9

Why is Dickens’s Christmas Carol so popular? Why is it ever new? I personally feel it is inspired of God. It brings out the best within human nature. It gives hope. It motivates change. We can turn from the paths which would lead us down and, with a song in our hearts, follow a star and walk toward the light. We can quicken our step, bolster our courage, and bask in the sunlight of truth. We can hear more clearly the laughter of little children. We can dry the tear of the weeping. We can comfort the dying by sharing the promise of eternal life. If we lift one weary hand which hangs down, if we bring peace to one struggling soul, if we give as did the Master, we can—by showing the way—become a guiding star for some lost mariner.

Fill Others’ Hearts

Because life is fragile and death inevitable, we must make the most of each day.

There are many ways in which we can misuse our opportunities. Some time ago I read a tender story written by Louise Dickinson Rich which vividly illustrates this truth. She wrote:

“My grandmother had an enemy named Mrs. Wilcox. Grandma and Mrs. Wilcox moved, as brides, into next-door houses on the main street of the tiny town in which they were to live out their lives. I don’t know what started the war between them—and I don’t think that by the time I came along, over thirty years later, they remembered themselves what started it. This was no polite sparring match; this was total war. …

“Nothing in town escaped repercussion. The 300-year-old church, which had lived through the Revolution, the Civil War, and the Spanish War, almost went down when Grandma and Mrs. Wilcox fought the Battle of the Ladies’ Aid. Grandma won that engagement, but it was a hollow victory. Mrs. Wilcox, since she couldn’t be president, resigned [from the Aid] in a huff. What’s the fun of running a thing if you can’t force your enemy to eat crow? Mrs. Wilcox won the Battle of the Public Library, getting her niece, Gertrude, appointed librarian instead of Aunt Phyllis. The day Gertrude took over was the day Grandma stopped reading library books. They became ‘filthy germy things’ overnight. The Battle of the High School was a draw. The principal got a better job and left before Mrs. Wilcox succeeded in having him ousted or Grandma in having him given life tenure of office.

“When as children we visited my grandmother, part of the fun was making faces at Mrs. Wilcox’s grandchildren. One banner day we put a snake into the Wilcox rain barrel. My grandmother made token protests, but we sensed tacit sympathy.

“Don’t think for a minute that this was a one-sided campaign. Mrs. Wilcox had grandchildren, too. Grandma didn’t get off scot free. Never a windy washday went by that the clothesline didn’t mysteriously break, with the clothes falling in the dirt.

“I don’t know how Grandma could have borne her troubles so long if it hadn’t been for the household page of her daily Boston newspaper. This household page was a wonderful institution. Besides the usual cooking hints and cleaning advice, it had a department composed of letters from readers to each other. The idea was that if you had a problem—or even only some steam to blow off—you wrote a letter to the paper, signing some fancy name like Arbutus. That was Grandma’s pen name. Then some of the other ladies who had the same problem wrote back and told you what they had done about it, signing themselves One Who Knows or Xanthippe or whatever. Very often, the problem disposed of, you kept on for years writing to each other through the column of the paper, telling each other about your children and your canning and your new dining-room suite. That’s what happened to Grandma. She and a woman called Sea Gull corresponded for a quarter of a century. Sea Gull was Grandma’s true friend.

“When I was about sixteen, Mrs. Wilcox died. In a small town, no matter how much you have hated your next-door neighbor, it is only common decency to run over and see what practical service you can do the bereaved. Grandma, neat in a percale apron to show that she meant what she said about being put to work, crossed the lawn to the Wilcox house, where the Wilcox daughters set her to cleaning the already-immaculate front parlor for the funeral. And there on the parlor table in the place of honor was a huge scrapbook; and in the scrapbook, pasted neatly in parallel columns were Grandma’s letters to Sea Gull over the years and Sea Gull’s letters to her. Though neither woman had known it, Grandma’s worst enemy had been her best friend. That was the only time I remember seeing my grandmother cry. I didn’t know then exactly what she was crying about, but I do now. She was crying for all the wasted years which could never be salvaged.”10

May we resolve from this day forward to fill our hearts with love. May we go the extra mile to include in our lives any who are lonely or downhearted or who are suffering in any way. May we “[cheer] up the sad and [make] someone feel glad.”11 May we live so that when that final summons is heard, we may have no serious regrets, no unfinished business, but will be able to say with the Apostle Paul, “I have fought a good fight, I have finished my course, I have kept the faith.”12

Kosovo , South Ossetia and Abkhazia

Setembro 1, 2008 por Miguel
Early this year many European countries and the US recognized the independence of Kosovo from Serbia and as a retaliation Russia recognized the independence of South Ossetia and Abkhazia. Suddenly the West wakes up and shouts about the inviolability of the Georgian borders but they didn’t care a think about Serbia’s borders. I wonder what the West would do if major ethnic groups in their territories would declare independence…

The end?

Setembro 1, 2008 por Miguel

After a few years blogging I am thinking of finishing my blog. What do you think about it?

mail me at gen@lomelino.eu